sexta-feira, 30/10/2026

Rodrigo Torrero explora o ‘realismo mágico’ em seu novo álbum autoral, ‘Erre’, representando a cena indie carioca.

Rodrigo Torrero, um dos nomes mais promissores do cenário musical carioca, está prestes a dar um passo significativo na sua carreira. O artista, que já vem se destacando em festivais, lançará seu primeiro álbum,…

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Rodrigo Torrero, um dos nomes mais promissores do cenário musical carioca, está prestes a dar um passo significativo na sua carreira. O artista, que já vem se destacando em festivais, lançará seu primeiro álbum, intitulado “Erre”, no dia 6 de novembro. Formado em Música pela Unirio, Torrero iniciou sua jornada como compositor em 2013 e, após a estreia com o EP “Uma noite de sol” em 2019, ele se prepara para consolidar sua voz na nova MPB.

O álbum “Erre” traz nove faixas autorais que refletem uma mescla de influências do pop e da música popular brasileira, com a produção de Vinicius Castro. Entre os destaques, estão as canções “Todos os assuntos” e “Mury”, esta última uma colaboração com a cantora Carol Viani. O trabalho também conta com a participação de amigos e colegas da cena musical, como Antonia Medeiros e Guilherme Imia, ambos do grupo vocal Consoantes, o que ressalta a importância das conexões afetivas na trajetória de Torrero.

Uma das músicas mais tocantes do álbum, “Velha farra”, é uma homenagem ao cachorro da família do artista, Totó Joey, que faleceu em 2016. A composição, que divide os vocais entre Torrero, Imia e Tom Rossi, é inspirada na canção “Diana”, de Toninho Horta e Fernando Brant, também dedicada a um animal de estimação. Este elemento emocional reforça a sensibilidade que permeia o trabalho de Torrero.

Além de “Velha farra”, o álbum inclui faixas como “Errar”, “Ir”, “Julia” e “Mirante”, que, segundo o cantor, são construídas a partir de um “realismo mágico”. Essa abordagem reflete uma combinação de suas referências literárias, como “O senhor dos anéis”, com a beleza e a magia encontradas no cotidiano. Ao comentar sobre sua nova obra, Torrero expressa o desejo de que “Erre” represente um acerto em sua trajetória independente, convidando o público a explorar as incertezas e encantos que a vida oferece.