sexta-feira, 30/10/2026

A influência dos gêneros musicais na performance durante a prática de atividades físicas.

A música que acompanha um treino pode ser mais do que apenas um fundo sonoro; ela desempenha um papel significativo no desempenho esportivo e na experiência do atleta. Estudos, como o de Costas I.…

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A música que acompanha um treino pode ser mais do que apenas um fundo sonoro; ela desempenha um papel significativo no desempenho esportivo e na experiência do atleta. Estudos, como o de Costas I. Karageorghis, indicam que a escolha da trilha sonora certa pode não apenas acelerar o tempo durante os exercícios, mas também melhorar o humor e a percepção de esforço. Mas será que existe uma fórmula mágica para a seleção das músicas ideais?

Segundo Karageorghis, a batida por minuto (BPM) é um dos fatores cruciais na escolha musical, pois cada atividade física tem um ritmo cardíaco ideal que deve ser correspondido pela música. Assim, uma corrida intensa pede canções mais rápidas, enquanto uma caminhada pode ser acompanhada por músicas de batidas mais suaves. Essa relação entre música e desempenho físico levanta questões sobre a eficácia da trilha sonora em diferentes modalidades esportivas.

O professor Sérgio Gregorio da Silva, da UFPR, acredita que a música tem o poder de energizar e manter o ritmo durante o exercício, mas alerta que a ausência de fones de ouvido não significa necessariamente um treino menos eficaz. “A música pode modificar a maneira como a pessoa se sente durante o exercício, mas não altera a intensidade do esforço”, explica. Já a musicoterapeuta Cléo Monteiro França Correia enfatiza que a música pode promover neuroplasticidade e ajudar na motivação, desviando a atenção do cansaço físico.

Ambos os especialistas concordam que, embora a música possa tornar a experiência mais agradável, os sinais de fadiga não são eliminados, apenas suavizados. A música atua como um facilitador que torna o treino mais prazeroso, ajudando a desviar a atenção do esforço físico.

Ainda assim, a escolha musical deve ser pessoal. Estudo recente revela que o pop é o gênero favorito dos brasileiros durante os exercícios, com artistas como Alok e Anitta dominando as playlists. Hitmaker, produtor musical, reforça que, além do BPM, a energia transmitida pela música é fundamental para a motivação. “Independentemente do BPM, o que importa é a energia que a música traz”, afirma.

Em última análise, a conexão entre a música e o exercício é profundamente pessoal. O que funciona para um atleta pode não ter o mesmo efeito em outro. Assim, a busca pela trilha sonora perfeita deve ser uma jornada individual, onde cada um encontra sua própria sintonia e motivação, seja pela letra, pelo ritmo ou pelas memórias que a música evoca.