O mundo da música brasileira perdeu um de seus ícones com a morte de Ruban Barra, ocorrida na manhã desta sexta-feira, 30 de outubro de 2026. O artista, que nasceu em Valença, no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1950, faleceu aos 76 anos, após uma internação em estado grave devido a uma doença diagnosticada em 2024, cuja natureza não foi divulgada.
Ruban Barra foi um artista multifacetado, reconhecido não apenas por sua interpretação, mas também por suas contribuições como compositor e produtor musical. Seu maior sucesso, “Cinderela”, lançada em 1986 no álbum “Vitrine”, permanece viva na memória afetiva de muitos brasileiros. A canção, coescrita com Patricya Travassos, solidificou sua carreira e se tornou um clássico atemporal.
Além de “Cinderela”, Ruban é lembrado por sua colaboração com Nelson Motta na emblemática “Dancin’ days”, que se tornou um verdadeiro hino da era das discotecas. Lançada em 1978 e interpretada pelo grupo As Frenéticas, a canção fez história como tema de abertura da novela homônima exibida pela TV Globo, estabelecendo-se como uma das faixas mais icônicas da música popular brasileira.
Através de suas composições, Ruban Barra deixou um legado que transcende gerações. Canções como “Eu sou free”, gravada pelo grupo Sempre Livre, e “Lesma lerda”, também interpretada pelas Frenéticas, testemunham a versatilidade e talento do artista, que continuou a lançar músicas ao longo da década de 1980, com hits que marcaram a cena pop nacional.
A perda de Ruban Barra não é apenas uma lacuna na música, mas um lembrete do impacto que ele teve na cultura brasileira. Sua obra continuará a ser celebrada e relembrada por aqueles que apreciam a riqueza da canção popular. A música e a trajetória de Ruban Barra permanecem eternas, ecoando através do tempo e das memórias de seus admiradores.



