sexta-feira, 30/10/2026

Laila Garin brilha como Edith Piaf, mesclando drama e música na complexa trajetória da cantora francesa.

Laila Garin revive a icônica figura de Edith Piaf no espetáculo “Piaf – Eu não me arrependo”, em cartaz no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro, até 1º de novembro. Com uma interpretação visceral…

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Laila Garin revive a icônica figura de Edith Piaf no espetáculo “Piaf – Eu não me arrependo”, em cartaz no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro, até 1º de novembro. Com uma interpretação visceral e intensa, Garin se apropria da essência da cantora francesa, que deixou uma marca indelével na música mundial.

A relação entre Piaf e o público brasileiro é histórica e remete à inesquecível Bibi Ferreira, que imortalizou a obra da cantora em 1983, com o musical “Piaf – A vida de uma estrela da canção”. Desde então, Ferreira tornou-se sinônimo de Piaf no Brasil, mas agora, à medida que o novo espetáculo se desenrola, é a vez de Laila Garin assumir essa representação com maestria.

<p"Com uma dramaturgia original de Newton Moreno e Alessandro Toller, "Piaf – Eu não me arrependo" traça uma linha do tempo pela vida de Piaf, mostrando seu crescimento nas ruas de Paris, cercada por uma vida repleta de desafios e superações. A narrativa revela uma artista que, apesar de suas lutas, conquistou o mundo com sua voz inconfundível.

O espetáculo destaca momentos cruciais da vida de Piaf, desde sua descoberta por Louis Leplée até suas tragédias pessoais, incluindo a perda de seu grande amor, Marcel Cerdan. Garin, em um desempenho notável, traz à tona a complexidade emocional da cantora, equilibrando momentos de fragilidade com a força de suas interpretações.

A performance é enriquecida por um trabalho de caracterização que ajuda a transportá-la para a época e o cenário de Piaf, enquanto a direção musical de Cláudiz Elizeu garante que cada nota e letra sejam entoadas com precisão e sentimento. As canções, que vão de “Millord” a “Non, je ne regrette rien”, são apresentadas com uma profundidade que ressoa na plateia, com Garin capturando a essência de cada uma delas.

Em um dos pontos altos do espetáculo, a canção “La vie en rose” se torna um símbolo de esperança em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial, enquanto “Hymne à l’amour” expressa a dor da perda. Garin não apenas canta, mas vive Piaf, fazendo com que o público se sinta parte de sua jornada emocional.

Ouvindo a ovação entusiástica que Garin recebe ao final de sua apresentação, fica claro que Edith Piaf agora também possui uma nova voz e um novo rosto no Brasil. Laila Garin não apenas presta homenagem à lendária cantora, mas a reinventa, garantindo que sua história continue a tocar as almas de quem a assiste.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — geralt (pixabay)