O samba “Com que roupa?”, clássico de Noel Rosa, lançado em 1930, ganha uma nova versão no mais recente álbum de Daniel Lopes, intitulado “Já que veio, fica pra dançar”. O álbum, que foi lançado no dia 16 de outubro de forma independente, busca conectar passado e presente, trazendo à tona uma das composições mais icônicas do samba, quase um século após sua criação.
Daniel Lopes, que reside em Lisboa há três anos, apresenta um trabalho que mescla a tradição musical brasileira com inovações tecnológicas. O uso de inteligência artificial é um dos recursos empregados, como demonstrado na faixa “Eclipse total”, que conta com a participação do artista carioca Fausto Fawcett. Contudo, Lopes também valoriza a organicidade da música, realizando colaborações ao vivo, como a canção “E tudo mais”, que conta com a voz de Chico Chico.
O álbum, que traz 15 faixas, apresenta uma rica variedade de colaborações, incluindo nomes como Anna Ratto e Lia Sabugosa, esta última famosa pela interpretação do clássico “Como nossos pais”. Jorge Vercillo também marca presença em “Quatro elementos”, que dialoga com temas espirituais, enquanto “Paz na terra”, de João Viana, complementa essa linha de reflexão.
Uma das faixas mais intrigantes, “Moacir in blues”, faz uma ponte entre gerações ao conectar o saxofonista Moacir Silva, falecido em 2002, ao seu neto, Jorge Ailton. Essa fusão de tempos e estilos é uma marca do trabalho de Lopes, que antes de se estabelecer na Europa, foi líder da banda Reverse e integrou o trio Les Pop, conhecido por seu álbum “Quero ser cool”.
Com “Já que veio, fica pra dançar”, Daniel Lopes reafirma seu papel como um artista inovador, que não apenas homenageia a rica herança musical brasileira, mas também a reinventa por meio de novas tecnologias e colaborações, prometendo um futuro vibrante para a música brasileira no cenário global.



