A música nordestina perde um de seus maiores ícones com a morte de Oswaldinho do Acordeon, anunciada neste domingo, 25 de abril. Aos 72 anos, o instrumentista deixou um legado inestimável, sendo reconhecido como um dos mais virtuosos sanfoneiros da cena musical. A notícia foi compartilhada nas redes sociais por amigos próximos, como o sanfoneiro Rodolfo Forte e o radialista Orlando Camboim, que lamentaram a perda sem, no entanto, mencionar a causa do falecimento.
Natural de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Oswaldo de Almeida e Silva nasceu em 5 de junho de 1954 e mergulhou no universo da música desde muito jovem, influenciado por seu pai, Pedro Sertanejo, e por grandes nomes como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Autodidata, ele se destacou na sanfona e se tornou um artista que não se limitou às tradições, incorporando rock, jazz e até música erudita em seu repertório, ampliando assim os horizontes do forró.
Oswaldinho começou sua trajetória musical cedo, aos nove anos, participando de gravações ao lado do pai. Seu primeiro single foi lançado aos 12 anos, e, ao longo de seis décadas, ele construiu uma carreira sólida, marcada pela inovação e pela fusão de ritmos. Os álbuns “Fantástico Oswaldo Silva”, “Só quero um xodó” e “Oswaldinho”, todos lançados na década de 1970, consolidaram sua presença no cenário musical nordestino.
Seu trabalho continuou a evoluir com títulos icônicos como “Forró in concert”, que o levou a festivais na Europa, e álbuns mais recentes como “Asa branca blues” e “Forró chorado”, que exemplificam sua habilidade em mesclar diferentes sonoridades. Ao longo de sua carreira, Oswaldinho não apenas aperfeiçoou sua técnica, mas também desafiou as convenções da música nordestina, deixando uma marca indelével que será lembrada por gerações.
Com a partida de Oswaldinho do Acordeon, o forró perde um de seus maiores defensores e inovadores, mas sua música continuará a ressoar nos corações de muitos, conforme ressaltou o cantor Chico César em sua homenagem: “Você e sua música seguem em nossos corações”.



